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Quando o departamento de Vendas da Toyota Motor começou a preparar a produção da filmagem para a linha de automóveis 2008 e 2009, este visualizou imagens sensacionalmente belas dos automóveis, em vários cenários, de acordo com o público-alvo de cada modelo. A filmagem é usada pelas concessionárias em todos os Estados Unidos em comerciais, locais, websites, e em salas de vendas.
A equipe criativa que se reuniu para trabalhar para que este objetivo se tornasse realidade, incluiu o Diretor de Criação da Saatchi & Saatchi Los Angeles, Kevin Murphy, o Diretor de Arte Mike Czako, e a Produtora Pamela Parsons. A equipe de produção da Millennium Pictures incluiu o diretor Tim Damon, a produtora executiva Caroline von Weyher, e o produtor de linha da equipe Kellee Cragin. Bill Bennett, ASC foi escolhido para filmar os comerciais em filme de película (celulóide).
Identificaram uma série de locações no Município de San Diego apropriadas para a personalidade de cada modelo, incluindo as ruas da cidade, trilhas/autopistas ecológicas, cenários costeiros, caminhos de terra, e cenários pitorescos como a Ponte Coronado. A lista de filmagem requereu trabalho tanto de dia como de noite.
Foi a filmagem de noite na cidade dos modelos Yaris, Matrix e Corolla da Toyota a que nos tomou de surpresa. A tomada foi planejada no interior de uma estação de metrô, com vista para a silhueta dos edifícios. A produção contou com o acesso à estação por somente uma hora, cedo de manhã quando os trens haviam terminado a viagem. As autoridades descartaram o uso de qualquer grua de iluminação ou de câmera devido aos cabos aéreos de alta tensão.
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(E-D) O Diretor Tim Damon, o Gaffer Dennis UER e o diretor de fotografia Bill Bennett, ASC se preparam para filmar uma cena do spot da Toyota, em San Diego, Califórnia (Foto de Ambar Capoor) |
“Nesse momento me dei conta de que, baseado nos testes preliminares, o material do novo filme de película (celulóide) KODAK VISION3 500T 5219 seria uma tremenda vantagem” comenta Bennet. “Filmamos um pouco com o filme de película (celulóide) KODAK VISION2 500T 5218 e, em seguida, passamos para o 5219, o que nos permitiu comparar de forma seguida como ambos desempenhavam. O filme 5218 havia sido o favorito meu e de muitos outros diretores de fotografia, mas o filme 5219 tem muito mais latitude na gama alta, e o que é mais importante, quando estamos trabalhando de noite, é que ele possui aproximadamente a metade de grãos. Tem o grau aparente de um filme de película (celulóide) de sensibilidade 200, inclusive se ele for forçado para 1.000”.
Bennet explica que a granulação reduzida significa que, na pós-produção, é possível extrair mais detalhes das áreas escuras sem induzir ruídos na imagem.
“À medida que os automóveis dirigiam para a estação, pudemos ver o começo da cidade mais além do normal, e estávamos impressionados de poder perceber claramente os edifícios, a meia milha, e mais contra o céu noturno”, comenta. “Não estávamos iluminando tão distante. Somente existia o ambiente das luzes das ruas que se refletiam debaixo mais a iluminação inferior destes edifícios que era muito fraca. Empregando o filme 5219 combinado com as lentes Master Prime ARRI/Zeiss, e com um diafragma T1.3 pude capturar tudo isto”.
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O Toyota Corolla 2008 em uma cena da filmagem da Divisão de Vendas da Toyota Motor para promover sua linha 2008 de automóveis, filmado por DF Bill Bennett, ASC. (Foto cortesia de Pamela Parsons de Saatchi & Saatchi) |
“No chão, a olho nu não me havia apercebido destes edifícios”, comenta Bennett. “É muito surpreendente que tivéssemos ido a um lugar onde a combinação do material de filme de película (celulóide) e a lente percebiam melhor que o que seu olho pode ver. Isto abre grandes possibilidades para os diretores de fotografia que trabalham em situações sem o tempo e o orçamento adequados para iluminar quadras inteiras da cidade. Neste caso, nos permitiu que os automóveis se vissem muito bem dentro de um ambiente apropriado, em um período de tempo muito curto”.
A visão de Damon para a filmagem proveio da percepção da marca Toyota que ele já estava formando através dos 20 anos de trabalho com a empresa, principalmente no mundo da fotografia. “Vejo na Toyota uma marca positiva e promissora, especialmente com seus veículos híbridos”, observa. “Sempre trato de plasmar isso no trabalho fotográfico que realizo para a Toyota. A marca Toyota é brilhante e limpa, e as imagens devem ter grande profundidade de campo, e o automóvel deve estar sempre enquadrado para que se sinta que é parte do ambiente, sem dar-lhe alcance ou o desafiando. Queria que a iluminação fosse o mais natural possível, somente as luzes das ruas e as janelas nas das lojas”.
Para criar esse look, Bennet testou o material de sensibilidade 500 em um E.I. de 1.000. O automóvel em primeiro plano e os edifícios no fundo distante pareceram relativamente balanceados.
“Contávamos com uma luz Bebee a dois quarteirões de distância e com duas das 16 lâmpadas acesas” comenta Damon. “Confiei completamente em Hill, mas, nesta noite lembrei que não queria as coisas muito melancólicas ou sombrias. Ele estava seguro que o filme de película (celulóide) seria capaz de alto desempenho, e estava totalmente correto. A primeira vez que vi os dailies foi assombroso. A profundidade na noite era incrível. O novo filme de película (celulóide) havia realmente mudado a visão das coisas para mim, em termos de liberdade criativa, orçamento, e em como iria enfrentar o próximo trabalho. Isto nos poupou uma grande quantidade de tempo e dinheiro neste trabalho, e sabíamos, por antecipação que, para a próxima vez, seria possível”.
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A filmagem da divisão de vendas da Toyota Motor do Toyota Sequoia promovendo sua linha 2008 de automóveis, fotografado pelo DF Bill Bennett, ASC. (Foto cortesIa de Pamela Parsons, da Saatchi & Saatchi) |
Cragin também realçou que o material de filme de película (celulóide) teve um impacto positivo. “Ao final das contas, meu trabalho consiste em assegurar-me de que todos fiquem contentes”, ela comenta, “e o fato de contar com as ferramentas adequadas permite que as pessoas fiquem contentes. O novo filme de película (celulóide) fez um mundo de diferença e como resultado ser uma filmagem fantástica. Inclusive nos dailies, não é possível acreditar a profundidade de campo que proporcionam. Podemos ver as bordas das janelas nos edifícios distantes onde não havíamos posto qualquer luz. Não havia granulação, o que é uma grande vantagem para o cliente”.
“Temos um grande respeito por Bill e quando ele aparece com uma nova idéia, prestamos muita atenção”, disse von Weyher. “Ele é uma das pessoas fora do comum que está sempre na vanguarda testando novas coisas. Este novo filme de película (celulóide) nos fornece novas opções para filmar em situações de pouca luz com o potencial adicional de poder economizar muito dinheiro nos gastos de iluminação”.
Como produtor da agência, Parson supervisiona os aspectos logísticos da filmagem e está dependente do orçamento, enquanto serve de coordenador entre o cliente, a agência de publicidade e a empresa de produção.
“A filmagem noturna foi uma exigência específica do cliente”, ela comenta. “Estávamos filmando cenas dos novos modelos 2009 Corolla, Yaris e Matriz, os quais estão direcionados a um público mais jovem. A Toyota queria cenas destes automóveis que comunicassem uma sensação de energia e de moda. Mantivemos essa estética excitante em mente para planejar cada aspecto da filmagem, e o cenário noturno da cidade é parte disso. Com Tim e Hill conversamos da personalidade adequada do filme de película (celulóide) para cada veículo, e isto se plasma na velocidade em que são fotografados os automóveis, em como a câmera se move, nas superfícies das ruas, etc. Parte do trabalho de Hill é de traduzir isto com relação às ferramentas e à tecnologia necessárias para criar essa personalidade. Hill e Tim dispunham de um número de equipes, equipamentos e ferramentas chaves para acrescentar sentido a cada tomada. Este material de filme de película (celulóide) foi um outro exemplo”.
Metal Líquido
Os dailies foram feitos na FotoKem, em Burbank, Califórnia, e as imagens selecionadas foram redigitalizadas com uma resolução maior na RIOT, em Santa Mônica, CA. “Sempre é difícil filmar automóveis de noite e que pareçam atraentes”, menciona Parsons. “É difícil controlar a luz em um ambiente de cidade, e Hill conseguiu fazê-lo sem maiores esforços. Enquanto fazíamos a correção das cores na RIOT, verifiquei que os detalhes capturados no filme de película (celulóide), durante a noite, foram surpreendentes, não tendo visto nada assim anteriormente. Os automóveis pareciam metal líquido e o cliente estava muito contente. Este foi um dos melhores pacotes que produzimos”.
Dennet acrescenta que o novo filme de película (celulóide) KODAK VISION3 adicionalmente o ajudou de outra maneira na filmagem da Toyota. “Um desafio para um diretor de fotografia que trabalha com automóveis é filmar em um interior escuro de um automóvel”, comenta. “Geralmente os assentos são de couro, o que pelo menos permite criar as luzes altas, mas, no interior do Toyota Sequóia contávamos com assentos de tecido e tapete negro. Para obter um pouco de luz refletida era um grande desafio. Filmei a maioria das cenas interiores com o filme KODAK VISION2 200T 5217, já que gosto da granulação fina que proporciona. Para o Sequoia, mudei para o filme 5219 e, repentinamente, pudemos ver todo tipo de detalhes nos interiores pretos durante todo o tempo, e a granulação era equivalente ao do filme 5217”.
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O DF Bill Bennett, ASC e sua equipe na frente do Disney Hall preparando-se para uma tomada com dolly do comercial da Toyota.(Foto de Ambar Capoor) |
“Realmente aprecio essas flexibilidade e sensibilidade, e a grande variedade de materiais de filme de película (celulóide) que posso incorporar à câmera, de um momento a outro, e para aplicações diferentes”, comenta Bennet. “Alterar o magazine levava 30 segundos e temos uma emulsão diferente, com um completo conjunto de características”.
Bennet depende do filme de película (celulóide) para obter, de forma consistente, as imagens impactantes, sob condições de tempo limitado. “Tim tem a firme convicção de que para ter sucesso neste negócio temos que trabalhar rapidamente e criar imagens impactantes”, comenta Bennet. “Um bom exemplo disto é o que filmamos para a Toyota, em Ponte Coronado. Nos deram uma hora para filmar na ponte e, realmente, não contávamos com uma hora inteira já que tomava cinco minutos para evacuar o local e paralisar o tráfego entre as tomadas. Uma vez que a ponte estava esvaziada, colocávamos em movimento um veículo com câmera junto de um automóvel e, depois de um minuto, outro grupo de automóveis. Filmávamos em torno do veículo completamente – por cima, por baixo, dos lados, de frente e por trás – e víamos o fundo, subíamos e víamos a superfície do caminho, sobre o trilho, e víamos os botes e depois voltávamos ao automóvel”.
“Quando estamos trabalhando tão rapidamente e somos pressionados pelo tempo com subidas de velocidade e com todo a faixa de quadros por segundo, necessitamos da latitude e da flexibilidade do material de filme de película (celulóide)”, menciona Bennett. “Sei que o filme de película (celulóide) pode me proporcionar a capacidade de trabalhar muito, mas muito rapidamente e, ao mesmo tempo, criar imagens impactantes”.
O crescente número de espectadores que vêem as imagens em alta definição é uma consideração para profissionais como Damon e Bennett. “Penso mais sobre os detalhes e a profundidade das imagens”, disse Damon. “Mas provenho de um ambiente de fotografia. Comecei como fotógrafo, por isto, tenho a formação de tirar fotografias. Isto nos ensina a observar até o último detalhe, e penso que me tem servido de uma boa forma”
“Temos uns poucos segundos de oportunidade para entregar uma imagem convincente antes que o espectador desligue a TV ou mude de canal”, menciona Bennett. “É um esforço em equipe e, em todo o momento, nosso objetivo é criar, de forma absoluta, imagens impactantes dos automóveis”. |