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  In Camera — Abril 2008

 
  Centrado no filme
Dracula Returns
O Produtor Pierre Spengler olha através da câmera nos sets de Dracula Returns

Zoran Perisic, o homem que fez o Super-homem voar, terminou um filme de demostração em 3D para provar as vantagens do Z3D, seu novo sistema estereoscópico de uma única câmera, que é independente do formato. Filmado sob condições de produção normais, incluindo montagens de múltiplas câmeras e efeitos visuais, Dracula Returns prova que uma seqüência em 3D pode ser cortada em conjunto da mesma forma que um filme regular utilizando um método cinemático para contar a história.

Há alguns anos, o produtor ganhador de um Oscar® e de um BAFTA, diretor e roteirista supervisor de VFX, dirigiu o documentário de 35mm, In Search of the Real Dracula, exibido na Inglaterra como um programa de apoio para The Iron Cross de Sam Peckinpah. Durante sua extensa pesquisa do verdadeiro Vlad Dracula Basarab, ele descobriu um interessante herói medieval que era mais parecido aos cavaleiros das lendas do Rei Artur do que o vampiro chupa-sangue inspirado por Bram Stoker.

Perisic foi motivado a regressar para a Romênia pelo produtor Pierre Spengler, que tinha relação com a Castel Studios em Bucarest. Durante sua visita, Perisic explorou o back lot de um estúdio de cinema e ficou impressionado com o vasto set de filmagem de um castelo em ruínas. Mas, vários meses depois, provido de seu script recém escrito, descobriu que o set havia sido removido para dar lugar para uma outra produção. Sua única alternativa foi usar uma pequena sala – um quarto do tamanho do set original – em uma fortaleza abandonada fora de Bucarest. “Tive que filmar a ação com mais proximidade do que havia planejado, e filmar em 3D tão perto pode ser um tanto desalentador”, admite Perisic, que queria proporcionar ao espectador a sensação de estar “dentro de uma cena em vez de observar a cena de fora”.

Dracula Returns
Zoran Perisic nos sets de Dracula Returns

A unidade óptica Z3D de Perisic incorpora dois pontos de vista para a imagem estereoscópica que são colocados a 66mm de separação na frente da lente da câmera: a distância média entre os olhos de um adulto. “Esta distância interocular assegura imagens em 3D reais e livres de distorções além de uma percepção de profundidade natural” comenta Perisic. Os outros elementos que afetam a qualidade de uma tomada em 3D são a convergência entre os dois pontos de vistas e um ângulo de visão suficientemente amplo para manter uma reprodução real da cena estereoscópica com um cone estereoscópico que calça com a forma de um cinema típico.”

“O sistema Z3D divide o quadro ao longo da linha central horizontal com as imagens esquerdas e direitas descansando ao longo da linha divisória…. ; o formato 3D é determinado pelo quadro da imagem,” explica Perisic. Em um quadro de 4 perfurações de 35mm, cada imagem estereoscópica ocupa uma área de imagem de 2 perfurações de largura, como é o caso do Techniscope ou do Super-Techniscope. Em um quadro de 8 perfurações, como o VistaVision a 90°, a divisão produz quadros padrões de 35mm – 4 perfurações para cada olho”.

Dracula Returns
Zoran Perisic nos sets de Dracula Returns

Para Dracula Returns, Perisic escolheu o formato mais amplamente usado de uma configuração destacável de 4 perfurações e uma relação de aspecto de 2.4:1, que é compatível com o formato anamórfico da Panavision. “Um filme filmado com uma configuração destacável de 2 perfurações como o Techniscope, produz excelentes resultados quando é ampliado para um formato anamórfico de 4 perfurações e, conseqüentemente, uma tomada em Z3D poderá ser publicada como formato 2D anamórfico”, assinala o diretor.

Com sua fiel Mitchell Mk II em um cabeçote de equipamento especialmente projetado e uma ARRIFLEX 2C em um cabeçote de fricção regular, Perisic se assegurou que os operadores poderiam ver em 3D instalando visores estéreos. “Desta maneira, todos os cálculos e suposições para o posicionamento de convergência são eliminados. O que você vê é o que você tem!” exclama. “Estava impressionado e gratamente surpreso de como tão rapidamente os operadores da câmera A e B, Liviu Pojoni e Ionut Perianu, ficaram seduzidos pelo sistema Z3D”. Adicionalmente, Perisic equipou cada câmera com um assistente de vídeo colorido que destaca toda a imagem de vidro esmerilhado de ambos olhos em um monitor de televisão. Um visor de vídeo em 3D portátil forneceu a visualização estereoscópica das imagens para outros membros da equipe, e foi particularmente útil para a reprodução.

Perisic escolheu o filme KODAK VISION2 250D 5205 para este projeto. “Com uma ampla gama de contrastes e a 250 ASA, foi o material de filme mais apropriado. Pude capturar todos os detalhes das sombras como, também, uma boa profundidade de campo, a qual é de importância crítica em 3D”. Na única cena interna, Perisic usou para as luzes enchimentos azuis em vez de material de tungstênio.

Usando uma iluminação a contraluz quantas vezes forem possíveis significou que as tomadas tiveram que ser filmadas tendo a posição do sol em mente. “Mas, felizmente, não tive que convencer o diretor que isto seria melhor para a fotografia, na medida que fizesse este trabalho por mim mesmo”, medita. “Com a exceção de um dia na fortaleza e um par de insertos, usei somente a luz natural. Também fiz uso extensivo de grandes refletores para suprir a luz do sol na cena e reduzir a relação de contraste. Acrescentou uma sensação mágica para a luz salpicada do bosque”.

Dracula Returns
Roxana Iancu e Aurel Dicu em frente de um par de telas refletoras

Perisic explica seu enfoque para a iluminação: “Além de um negativo bastante saturado, consegui filmar uma escala de tons junto com a claquete quantas vezes foi possível. Pude ser de muita ajuda para o grader, mas, o que é ainda mais importante é que me fornece uma referência para poder avaliar todas as outras variáveis que afetam o look da imagem em positivo. Ao comparar as luzes da positivadora frente a esta referência constante, evita-se qualquer conjectura. Não é possível ressaltar a importância que uma escala de tons tem para avaliar o balanço de cores. Isto é ainda mais importante quando se filmam vários elementos, em diferentes locações e em diferentes momentos, que sejam parte da composição de uma mesma cena. Quando temos que retirar dailies, prefiro um positivo de luz graduado com a escala de tons. Ao convertê-lo em digital, a escala de tons deve ser o ponto de partida para a graduação. Também serve como uma referência cruzada para verificar a precisão dos sistemas de tela eletrônicos”.

Kodak Cinelabs Romania processou Dracula Returns e fez light prints de tomadas selecionadas para que Perisic pudesse ver os dailies no Castel Studios frente a uma tela grande em 3D com um projetor Z3D. “Todos da Kodak Cinelabs Romania foram muito colaboradores e não tenho como agradecê-los”, comenta. O Abis Studio Bucharest se encarregou do trabalho de telecinagem, enquanto que o Hyper Image, em Los Angeles, se encarregou dos efeitos digitais da pós-produção. “Tanto as imagens da esquerda como as imagens da direita, que estão, essencialmente, no mesmo quadro, permitem uma pós-produção mais fácil para a edição e os efeitos digitais”, menciona Perisic. “Com uma projeção 3D adjunta e um projetor digital, a edição e os efeitos visuais podem ser projetados diretamente do computador e vistos em 3D durante a pós-produção. O demo final será passado para filme de película para uma projeção em cinema usando uma unidade Z3D, e também será transferido para uma projeção digital em Real D”.

O produtor Pierre Spengler e Perisic retrocedem até 1983 quando “Zoran me entregou um Superman voando e ganhei um Oscar®”, sorri Spengler. “Três anos atrás me abordou para desenvolver seu revolucionário sistema Z3D. Optamos por filme de película Kodak devido a que já estávamos inovando e, ao filmar na a técnica Z3D, sabíamos que seria o filme mais estável.”

"Dracula Returns é o primeiro filme filmado com a técnica 3D e os resultados são absolutamente assombrosos. “Nunca havia visto um sistema que fosse tão real. Todos os outros têm algum grau de distorção que, geralmente, são usados astutamente como uma sublimação, entretanto, o Z3D proporciona ao espectador a visão em 3D como podemos ver na vida real. Se adapta a qualquer câmera e usa somente uma lente e um material de filme, o que representa uma grande economia por si mesmo. O visor da câmera Z3D permite ver o efeito em 3D no set em vez de ter que imprimir as tomadas e esperar para ver os resultados. É uma verdadeira inovação e aprendi desta experiência que o sistema funciona maravilhosamente!”

Rob Brousseau, Diretor Creativo em Hyper Image, acrescenta: “Sob a direção de Zoran manejamos a montagem final da imagem e criamos numerosos efeitos visuais para causar com os aspectos técnicos do sistema 3D. Os quadros eram suficientemente diferentes para fazer a composição e a animação foi um processo desafiante pero reconfortante a vez. Uma vez que os animadores e os artistas descobriram o processo de imagem dual, chega a ser algo intuitivo podendo saber o que funcionaria e o que não”.

Ao fazer a composição em 3D de projeção frontal uma ambição real, Perisic está atualmente concentrado na produção. Também está procurando alguém interessado em licenciar seu sistema Z3D.

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