Uma Conversa com Paul Dergarabedian, Presidente de Media By NumbersO amor de Paul Dergarabedian pelos filmes começou quando seu pai “me deu uma Câmera KODAK Super-8 quando eu era pequeno…” e sua família começo a ir ao cinema. Em Long Beach State, Paul obteve uma licenciatura em rádio, televisão e cinema. Na Annenberg School of Communications na USC, obteve seu mestrado em administração (MA) em comunicações. Depois de um curto tempo trabalhando para uma firma de arquitetura, ingressou na Exhibitor Relations, uma empresa com sede em Los Angeles, e começou a documentar e analisar os recibos das bilheterias dos filmes. Depois de trabalhar da sua maneira até ser presidente dessa empresa, se demitiu, e em 1 de dezembro de 2006 começou com sua própria empresa, a Media By Numbers. O que faz a Media By Numbers. Mantemos um registro e analisamos a bilheteria de cinema. Obtemos as informações diretamente dos estúdios – a Warner Bros nos informa como foram seus filmes, a Disney nos informa o mesmo, e assim sucessivamente, e diariamente. E existem algumas verificações e balanços de campo para que as informações sejam as mais precisas possíveis. Em seguida, reunimos todos estes dados de diferentes formas, incluindo um gráfico que fornece os números finais das bilheterias para os 12 filmes de maior bilheteria e um boletim informativo que fornece uma perspectiva e análises. Somos um serviço de assinatura que fornece os números às comunidades de distribuição, exibição e veículos de comunicação e meios de notícias de uma maneira que seja fácil de usar por parte dos clientes. Sobre o que nunca saberemos. É um negócio difícil já que cada filme é como um recém-nascido. A menos que seja uma reedição, será um produto novo que nunca antes tinha estado no mercado. Filmes similares têm estado no mercado – mas não esta história contada desta maneira e com este elenco. Por tanto, se você é um distribuidor, controla tantas coisas como pode – você poderá administrar o dia de estréia e a campanha de marketing. Mas, quando chega o fim de semana, isto é um perigo. Existem alguns filmes que você vê e simplesmente você gosta, mas não vão bem. E existem outros filmes que você não consegue entender e imaginar porque foram tão bem – mas isto faz parte da magia dos filmes. É a arte interpretada totalmente de forma subjetiva. Diferentes filmes para diferentes pessoas. Têm havido muito mais filmes independentes estreados nos últimos anos que o normal. Existem cada vez mais distribuidores de filmes de cinema arte que o que poderia haver. E acho que enquanto mais pessoas verem este tipo de filmes, mais oportunidades existirão de que gostem. Mas, a grande coisa é que mesmo quando o público puder ser ou não sofisticado, eles é que decidem. Sempre digo, existe “comida de cinema fino” e “comida de cinema rápida”. Algumas destas experiências de comidas de cinema finas estão entre as mais alucinógenas, emocionantes, e impactantes experiências jamais vistas pelas pessoas. Mas, também há espaço para a diversão e o entretenimento estúpidos. Por que não? Nem tudo é sério no cinema. Relembrando 2007. No ano passado, devido a que sabíamos que iríamos ter um grande número de seqüências, pensamos que iria ser um ano diferenciado. Mas, durante a temporada de outono, houve quase três meses em que a bilheteria esteve baixa e isto impediu de chegar pela primeira vez a obter 10 bilhões pelo conceito de bilheteria. Ainda assim, acho que o ano de 2007 foi um dos melhores anos para o cinema em muito tempo. Por exemplo, todos os indicados a Melhor Filme são totalmente merecedores. E as atuações! Daniel Day-Lewis é um milagre. E Paul Dano pode emparelhar. Há algo mais que gostei em 2007, em muitos filmes, cada papel foi executado como se fosse o protagonista. Houve tantas atuações de coadjuvantes incríveis, pessoas deixando uma marca indelével inclusive em pequenos papéis. Acho que isso é o fundamental dos grandes filmes, no existem papéis de destaques. Prestando atenção ao que virá neste ano. Este ano está se projetado de uma maneira interessante e, para mim, o verão parece ser realmente bom. Estou muito entusiasmado com o filme do Ironman (Homem de Ferro) e do Indiana Jones; e a maneira em que Christopher Nolan re-imaginou a série Batman foi incrível. Este verão teremos Dark Knight com a atuação de Heath Ledger que aparece muito impressionante na sinopse. James Bond, com Daniel Craig, também parece muito bem, mas acredito que não existem muitos sucessos de público evidentes como houve no ano passado, o que significa que haverá mais surpresas por descobrir, pequenos filmes que se converterão em realmente em grandes filmes. Sendo um amante do cinema. Uma vez me desculpei com o diretor Sydney Pollack pelo que fazia para sobreviver. Disse, “Detesto ter que tomar sua arte e destilá-la para chegar a dólares e centavos. Mas, na verdade gosto de seus filmes”. Sou o maior amante do cinema que existe. Gosto do talento que os filmes atraem. Gosto do trabalho dos diretores novatos e gosto do fato de que alguns gêneros tais como o dos filmes de cowboys, como o brilhante filme de James Mangolds 3:10 to Yuma, estejam de volta. A atuação de Tommy Lee Jones em In The Valley of Elah and in No Country for Old Men foi um trabalho incrível. Javier Bardem interpretando na tela um dos vilões mais malvados que já existiu, sem nenhuma boa qualidade, mas com uma atuação que será comentada por um bom tempo. Elle Page fez um grande trabalho em Juno com o roteiro de Diablo Cody. Aprecio todos os gêneros. Sempre e quando for um bom filme, podem contar comigo. |
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