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Uma Experiência Sem Preço: A Kodak é o principal patrocinador desta classe de mestres de renome internacional, a qual ocorre em conjunto com o CILECT, organização que agrupa as principais escolas de cinema e de televisão mundiais, e com a Sociedade de Diretores de Fotografia Húngara (HSC). A Empresa estende esta oportunidade aos postulantes de sucesso a partir de um amplo número de obras em concurso das escolas de cinema da região da Ásia Pacífico. Os outros participantes são originados de um processo de seleção através do CILECT e da Hungarian Academy of Drama, Film and Television. Se selecionado para a escola de verão de Budapest é uma honra altamente cobiçada, onde os participantes têm a oportunidade de trabalhar com diretores de fotografia de nível mundial como Vilmos Zsigmond, ASC, HSC, Billy Williams, BSC, Haskell Wexler, ASC, Dean Cundey, ASC, e o falecido Laszlo Kovacs, ASC, HSC. Na Classe de Mestres (ou Aula Magistral) deste ano um júri de professores da Universidade escolheu, baseado em seus portfólios, 16 bolsistas, de cerca de 100 candidatos. Também existiram 26 bolsistas adicionais selecionados para ajudar e monitorar os bolsistas ao longo do curso. A Kodak patrocinou 12 destes bolsistas que assistiram a todas as aulas e apresentações junto dos acadêmicos e colaborarão com todos os aspectos da Classe de Mestres: redação de roteiros, coreografia das cenas, filmagem, direção, etc. Mitsuhiro Terakawa, diretor do Departamento de Planejamento e Coordenação da Japan Academy of Moving Images, explica, “Realmente apreciamos a oportunidade que a Kodak nos tem proporcionado este ano aceitando um de nossos estudantes na Budapest Cinematography Masterclass. Esperamos ansiosos para ter oportunidades similares com muitos de nossos estudantes no futuro. A oportunidade de se sentar com pessoas de todo o mundo e ver os mesmos filmes, reconhecer quão amplo e variado é o mundo e fazer novas descobertas, acredito que pe muito valioso… A Japan Academy of Moving Images está dedicada, no futuro, a proporcionar aos estudantes mais oportunidades como esta com relação a este intercâmbio internacional”. Os seguintes depoimentos ilustram as impressões de Aiko sobre os workshops, que foram presididos por diretores de fotografia de vanguarda de diferentes partes do mundo. Uma das poucas pessoas de sorte AIKO: Em maio de 2007, soube que a Kodak convidaria um estudante da região da Ásia Pacifico para participar como observador da Budapest Cinematography Masterclass. Disse a meu professor que definitivamente queria ser este estudante, mas sabia que somente um seria selecionado de toda a região. Enquanto esperava os resultados, dizia a mim mesma que provavelmente não seria a escolhida, entretanto, tive a sorte de ser a escolhida. Soube posteriormente que a composição que escrevi para minha solicitação mostrava um marcante desejo de filmar em película, e isto influenciou para que fosse a escolhida. A filmagem prática, durante a classe de mestres, foi um trabalho duro e difícil, entretanto, o ambiente das aulas foi muito bom. Em resumo, ocorreram maravilhas enquanto estive lá. Sinto-me com muita sorte por participado deste programa. Uma experiência prática intensa AIKO: O foco principal da classe de mestres foi ganhar experiência prática filmando em película. Havia cerca de 40 estudantes na classe. Dezesseis trabalharam como diretores de fotografia nos projetos de classes, enquanto que o resto de nós atuou como observadores. Havia oito temas de projeto em equipe. Nos dividimos em grupos durante a festa de recepção para ver em qual tema iria trabalhar cada um. Foi trabalho do DF reproduzir seu tema no estúdio. Por exemplo, o tema poderia ser uma cena de uma pessoa levantando de manhã, ou uma tempestade no entardecer, o uma cena de crime. O DF teria que recriar a luz que seria apropriada para essa cena específica – o sol da manhã ou a luz da lua ao anoitecer.
Todas as manhãs no estúdio, o DF explicava a todos como seu plano de filmagem e iluminação deveria ser. Ele dizia, 'isto é o que quero fazer hoje…' Os professores da classe de mestres, que trabalham todos como diretores de fotografia, fariam algumas perguntas como 'O que você planeja fazer sobre isto ou aquilo? 'Desta maneira era como dividimos o trabalho que teria que ser feito para cada cena. Dois DFs teriam que completar suas cenas em um único dia e, por isto, tínhamos 20 minutos, no máximo, para planejar tudo o que teríamos que fazer nesse dia. Uma vez que estas decisões fossem tomadas, fomos direto para filmar. Enquanto estávamos filmando, os estudantes que trabalhavam como DF tomaram todas as decisões. Todos tinham seu estilo particular. Cerca da metade dos DF dirigiu tudo por si mesma e quase a metade trabalhou como operadores de câmera também. Os rushes (dailies) estavam prontos no dia seguinte.Víamos todos juntos e os DF explicavam porque tinham feito certas ações de certa maneira, enquanto que os professores forneciam conselhos. Este workshop focou principalmente em aprender a filmar de forma prática, o que forneceu uma série de reflexões e nos ensinou através desta experiência prática. A Paixão de Vilmos Zsigmond pela iluminação
AIKO: Devido a eu ser um observador, não pude trabalhar como um DF, mas sim como primeiro assistente de câmera e como prop diretor. O estúdio era grande com um teto em forma de domo alto. O estúdio me permitia cercar-me de tudo o que necessitava como suporte no set. Todos os estudantes me diziam com sorriso, 'Nunca antes havia visto luzes tão grandes'. O pessoal do estúdio nos ajudou até que nos acostumamos ao funcionamento das coisas, e depois de uns poucos dias, pudemos operar tudo desde a iluminação, o desenho do set, até a operação da câmera por nós mesmos. Os estudantes trabalharam em equipe para completar todos os trabalhos que teriam que ser feitos, inclusive atuando como os personagens que necessitávamos para as cenas. As luzes eram basicamente de tungstênio, entretanto, o estúdio nos forneceu algumas luzes HMI. Alguns estudantes preferiram as HMI. A maioria usou luzes Kino Flo, mas Vilmos Zsigmond me confidenciou que não gostava das luzes de reflexo devido a que a luz é muito difícil de controlar e, por isto, as luzes Kino Flo também já que são muito difusas. Usamos o filme negativo colorido KODAK VISION2 500T 5218 para nossos projetos. Esta foi minha primeira vez filmando com uma câmera de 35mm, a qual era mais estável e suave que filmar com uma câmera de 16mm. Exibições e apresentação do DF AIKO: Todos os dias, depois que terminávamos de filmar, todos nos reuníamos em grupo para ver os filmes. Desde a tarde até as 23 h dispunhamos de um tempo para assistir os filmes. A maioria dos filmes que vimos era húngara e o DF em cada um destes filmes se juntava a nós, dando-nos a oportunidade de fazer-lhe perguntas diretamente. Antes de deixar o Japão, soube que Vilmos Zsigmond seria um dos instrutores, por isto, me assegurei de ver The Black Dahlia em DVD antes de partir para Budapest. E no dia que Vilmos Zsigmond veio a uma das apresentações, vimos The Black Dalia. Mas nesta oportunidade foi projetado em 35mm o que foi uma experiência completamente diferente ao ver as sombras recriadas no filme. Era como ver o filme pela primeira vez. Atualmente, estou trabalhando como assistente de iluminação em meu projeto de formatura, e as sombras em nosso filme são turvas quando vistas no telecine. É surpreendente ver a reprodução tonal no filme. Comunicação intercultural AIKO: Os estudantes nesta Classe de Mestres provinham de 25 países diferentes. A maioria das pessoas provinha da Europa. Os únicos asiáticos na classe eram do Japão e da Índia. Había tres estudiantes del Líbano, Israel y México. Os outros eram do Brasil, Canadá, América, Índia, República Checa, Sérvia, Polônia, Bulgária, etc. dois dos estudantes vieram da Inglaterra, mas ambos eram estudantes de intercâmbio da Espanha. Também havia três estudantes diretamente da Espanha e três do México. Dois estudantes vieram da Itália e, por isto podiam falar o espanhol. Em todas as partes que fossemos escutava-se o espanhol.
Deduzi que somente existem certas diferenças na maneira de pensar ou na cultura, entretanto, me impressionou como as pessoas de outros países são tão honestas em expressar suas opiniões e não ficam preocupadas como o que os outros possam chegar a pensar. As pessoas no Japão tendem a se preocupar com os outros e, por isto, não dizem o que estão pensando. Mas, isso não foi assim completamente durante a Classe de Mestres. Os estudantes fizeram uma clara distinção entre seu tempo em classe e o tempo fora da escola. Durante a aula, não tinham problema de ser francos com suas opiniões, mas todos ficaram muito próximos durante nosso tempo fora das aulas, o que é completamente diferente de como funcionam as coisas no Japão. Esta diferencia cultural fue bastante difícil de manejar pero me siento afortunada de poder haber tenido la oportunidad de vivirla. O sonho de um filme asiático em conjunto. AIKO: Um de meus sonhos é fazer um filme multinacional através de uma co-produção. Atualmente, gostaria de trabalhar em um filme com pessoas da Ásia Oriental - Ásia - China, Coréia, e Taiwan. Sinto que é um pouco sem sentido estar falando sobre assuntos tão grandes e importantes, mas penso que a comunicação melhora quando contamos com laços culturais mais fortes, em vez das relações políticas entre países.Os laços mais próximos nacionais podem ser difíceis, mas acho que é possível para as pessoas construir estas relações. É por isso que penso que viajar para diferentes países, em todo o mundo, e conhecer diferentes pessoas serão muitos valiosos para mim no futuro. Não sei quantos anos levará, mas este é o meu sonho final.
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