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Novos Cineastas



Por trás das Cenas com John Toll
em Tropic Thunder

John Toll, ASC financiou seus próprios estúdios empenhando-se em vários trabalhos enquanto assistia aos Los Angeles City College e à California State University em Los Angeles. Ganhou dois Oscars© consecutivos por Legends of the Fall (1995) e Braveheart (1995) e uma terceira nominação por The Thin Red Line (1999) entre seus outros muitos notáveis créditos do filme.

Tropic Thunder é uma comédia de ação sobre um grupo de atores preocupados com seus próprios interesses que se dispõem a realizar o filme mais caro sobre guerras. O aumento dos custos obriga o estúdio a cancelar a produção imediatamente, sem condições, o diretor frustrado se recusa a parar a filmagem, levando o seu elenco à selva no sudeste asiático onde dá de cara com uns tipos realmente maus.

Ben Stiller co-escreveu o script além de dirigir e desempenhar um papel de protagonista dentro do elenco no qual incluiu Jack Black e Robert Downey. John Toll, ASC, foi o diretor de fotografia.

“Recebi o script de Tropic Thunder e fui convidado a juntar-me ao Ben, recorda Toll”. Não conhecia e nem havia trabalhado com ele, porém, ao que percebemos nos harmonizamos. É difícil descrever esta estória, além de dizer que é uma grande mistura de comédia, ação e drama que acontecem no mundo das ‘grandes’ personalidades de Hollywood. Mesmo quando nenhum dos personagens da estória está baseado em gente muito real, muitos deles no que diz respeito a tipos de personalidades parecem ser muito familiares, especialmente às pessoas que trabalham em nosso ramo. “Este foi um script muito divertido e havia um grupo muito talentoso de pessoas para realizá-lo”.

“Discutimos as idéias do Ben para o enfoque visual do filme. Ele estava muito interessado em que o filme tivesse um aspecto muito natural. Muito humor no filme é bastante amplo, e sinto que o melhor apoio visual para este seria ver que seria levado em cenários naturais que foram o mais dramático e real possível”.

A agenda da produção incluiu 10 semanas em Kauai iguais às cenas adicionais filmadas em sets nos Estúdios Universais em Los Angeles. Toll explica que Kauai foi escolhida devido à grande variedade de terrenos, a densidade da folhagem e o clima que foram perfeitos para recriar os ambientes do Vietnã.

Tropic Thunder foi filmado no formato de tela larga de Super 35 com uma relação de aspecto de 2.40:1.

“Este foi o primeiro filme em Super 35 que filmamos” comenta Toll. “Todos os filmes de tela larga que ele fez foram filmados com lentes anafóricas. Ele havia esperado por um projeto que pudesse filmar em Super 35. Este filme parecia perfeito para isto”.

Toll nota que a logística de mobilizar o elenco, pessoal e equipamento através da selva e chegar aos lugares adequados nos tempos adequados foram um desafio constante na ilha. “As nossas locações em Kauai eram bonitas e muito apropriadas para a estória, porém para o acesso e à logística foi às vezes extremamente difícil. Alguém presume que transportar-se e encontrar lugares interessantes em uma ilha bonita e relativamente pequena com Kauai não seria tão difícil. Erro. De algum modo, os lugares que pareciam os mais apropriados à estória foram também os menos acessíveis e os mais difíceis de filmar.

“Em ocasiões o tempo mudaria de nublado e com nuvens negras e chovia para logo passar a sol brilhante e céus azuis em uma hora ou menos. Logo se poderia dar de forma inversa. Quando chovia a única coisa que podíamos fazer era nos esconder e esperar que passasse. Tentamos filmar com a luz de dia nublada enquanto era possível. Em primeiro lugar porque se vê mais interessante e em segundo, porque contávamos mais com este tipo de luz do que com a luz do sol direta. Era necessário que usássemos várias técnicas de controle de luz como foi possível, como por difusores desde acima, etc. podíamos filmar igualando a luz na maioria das vezes.

Sem dúvida, existem certos desajustes de brilho que foram inevitáveis. Faltas de tempo como para parar a produção em um dia que não podíamos fazer nada a respeito dado ao tamanho da nossa produção e dos custos diários envolvidos, esta nunca foi uma opção séria. “O pensar que podíamos minimizar estes desajustes posteriormente em DI, me fizeram sentir melhor”.

Toll outorga todo o crédito à sua equipe de pessoas por conseguir que o trabalho sob circunstâncias muito difíceis. “Fui extremamente afortunado em contar com uma grande equipe de pessoas”, comenta. “As pessoas de câmeras, grip (gatilho) e eletricidade foram fantásticos. Os assistentes de câmera, o grip (gatilho) chefe e os chefes e suas equipes de pessoas levaram os equipamentos a lugares nos quais era muito difícil caminhar”

A maioria das cenas foi filmada em luz do dia em tomadas exteriores. Toll gravou geralmente cenas exteriores em luz de dia em filme negativo de cor KODAK VISION2 200T 5217. Os interiores e as cenas exteriores com pouca luz foram gravados em material KODAK VISION2 500T 5218.

“Fiz algumas provas de emulsões antes de começar com a produção”, comenta. “Fiz uma revisão em todos os materiais de tungstênio e de luz de dia balanceados, e pude ver algumas diferenças em contraste e saturação, porém decidi que eram relativamente sutis. Decidi que as 5217 eram provavelmente o melhor material para filmar uma variedade de condições e seu E.I. de tungstênio 200 nos ajudaria em condições de pouca luz e quando necessitávamos de um ponto de diafragma extra para as lentes maiores. Quando estávamos em lugares da selva com muito pouca luz iríamos a 5218. Sabia que alguns materiais diferentes tiveram sido um pouco mais úteis sob certas condições de luz, porém um fator importante foi tratar de minimizar o número de diferentes emulsões que empregamos. Com o número certo de câmeras que estávamos usando e o difícil acesso, a troca de emulsões durante o dia da filmagem tinha sido extremamente difícil”.

O filme exposto foi levado a Los Angeles onde a Deluxe Lab processou o negativo. Toll solicitou diárias em positivo de cenas selecionadas durante as primeiras semanas da produção. Havia um projetor ARRI LOCPRO em cada local que lhe permitiu e à sua equipe de pessoas verem quão efetivamente estavam captando uma sensação de tempo, lugar e fluxo emocional da estória quando as imagens do filme foram projetadas em uma tela grande.

Toll havia ouvido sobre o sistema de diárias digitais no IM desenvolvido pela LaserPacific em Los Angeles. O sistema utiliza a Color Decision List desenvolvido para a Sociedade Americana do Comitê das Tecnologias dos Cineastas (American Society of Cinematographers Technology Committee). Incluindo um projetor digital regulador para simular o aspecto (look) de um filme e para ser consistente com todos os dispositivos de visualização usados em pós-produção.

“Configuramos o filme e os projetores digitais em um lado e em outro comparamos as diárias das mesmas tomadas por um certo momento” comenta Toll. “Não eram idênticos, porém eram muito, mas muito próximos. Era bom saber que podíamos contar com diárias de vídeo que realmente refletiam como o filme era visto. Sei que soa antiquado, porém mesmo assim penso que se você está capturando as imagens em filme, é bom ver como se vêem os filmes”.


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