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Cerca de 40 aspirantes a cineastas foram escolhidos cuidadosamente para participar do novo programa anual da Classe Magistral em Budapeste, onde foram orientados por Vilmos Zsigmond, ASC, HSC e Elemér Ragályi, HSC durante um programa de duas semanas de duração. A Kodak é um patrocinador chave da internacionalmente renomada Masterclass, a qual é dirigida pela Universidade de Drama e Filme em colaboração Sociedade Húngara de Cinematógrafos – SHC (HSC). Entre outros patrocinadores, encontram-se a Panavision, CILECT (Centre International de Liaison des Ecoles de Cinéma et de Télévision) e a MEDIA Programme da União Européia. Ser escolhido pela escola de verão de Budapeste é uma honra altamente ambicionada. Para a Masterclass em 2007, um júri de professores da universidade escolheu baseados em seus portfólios, 16 escolares dentre cerca 100 pretendentes. Existem também 26 estudantes adicionais selecionados para assistir e monitorar os escolares durante o curso. A Kodak patrocinou 12 destes estudantes, que concorrem a todas as classes e apresentações com os escolares e os assistem em todos os aspectos do programa. Thomas Favel da Fémis, Escola de Cinema Nacional Francesa, colaborou com as demonstrações do Kodak Look Manager System (KLMS). Em seguida, Favel relata sua memorável experiência na Masterclass, que também foi escrita com a inestimável assistência de Aline Tran. A Montagem Dezesseis estudantes foram escolhidos por um júri para destacar algumas linhas de um roteiro, enquanto os outros participantes formaram equipes de filmagem. Cada manhã, as equipes treinadas por profissionais húngaros nos recomendaram dois sets e a BK Film Studio. Sparks Lighting Ltd. forneceu o equipamento para iluminação dos sets.
Compartilhamos as duas câmeras Panavision que nos forneceram: uma Millenium XL e uma Compact, baseados nas necessidades de cada tomada. Estas câmeras e suas ópticas Primo foram para a maioria de nós uma grande novidade. Na verdade, percebemos rapidamente que temos sido capacitados pela escola com conjunto de lentes ARRI Zeiss, provavelmente refletindo a realidade do mercado real. Cada equipe foi dotada de um rolo de filme KODAK VISION2 500T 5218, cuidadosamente revelado e passado para positivo pela Focus Fox Post Production Company. As tardes foram dedicadas para analisar as atividades do dia anterior e para a apresentação dos filmes e os filmes de demonstração da cada participante. À noite, assistíamos aos filmes húngaros em um dos cinemas da cidade, seguido pelas discussões com seus respectivos diretores de fotografia. A Masterclass nos deu a oportunidade de ver a qualidade dos centros de filmagens húngaros. Visitamos a Korda Studios onde o exterior de uma rua de Nova York foi construído para filmar Hellboy II. Estes estudos também foram usados para criar efeitos especiais para o aspecto e o sentimento do inferno no filme de Guillermo del Toro, graças às sua telas. Tivemos também, a oportunidade de nos reunir com o brilhante desenhista Aron Jaszberenyi, que atualmente é auto-suficiente em ColorFront com um interessante e inovador fluxo de trabalhos para copiões. A Kodak nos entregou dois computadores e quatro câmeras. A cada dia, fomos organizados em duas equipes de pessoas, um para cada set. Foi recomendado a cada equipe, tirar fotografias durante as filmagens e preparar uma pré-visualização das opções de iluminação. O objetivo desta tarefa foi nos familiarizarmos com o novo equipamento enquanto nos empenhávamos em visualizar quais imagem poderíamos obter se optássemos por um filme ou revelação diferentes. El objetivo de esta tarea fue para familiarizarnos con el nuevo equipo mientras nos esmerábamos en visualizar que imagen podía obtenerse si escogíamos una película o un revelado diferente.
A Assessoria de um Perito Ragályi liderou a primeira semana e Zsigmond guiou a segunda. Ensinaram-nos como enfatizar uma estória através da iluminação. Elemér insistiu especificamente no fato de que quando criamos imagens, devemos também, contar uma estória. Cada estudante de cinematografia foi exposto à posição de diretor com um roteiro proposto e foi também avaliado em sua habilidade para narrar com sucesso, a estória. Esteve também presente a questão do tempo, e cada um de nós teve de ser capaz de adaptar a sua lista a três horas de filmagem. A questão sobre a lista de tomadas foi particularmente significante à medida que os instrutores observavam que estávamos muito inclinados a criar tomadas ajustadas. Para eles, as tomadas próximas eram muito similares à geração de vídeo imaginado, porém no formato da tela pequena. Elemér e Vilmos insistiram na importância das tomadas amplas no filme. Vilmos também chamou a nossa atenção para o fato de que estávamos todos usando a mesma iluminação suave – muito suave para o seu gosto – e perdendo a direção da luz completamente. Para corrigir isto, nos incentivou a usar a luz suave apenas com fontes de luz natural dura, enquanto insistiu no fato de que é melhor não utilizar múltiplas fontes de iluminação. Explicou-nos que prefere trabalhar com uma única fonte de luz que lhe permita uma direção da luz e assim produzir uma imagem mais realista. O segundo ponto que destacou foi o da luz de preenchimento. Para ele, a iluminação de preenchimento é o mais importante e é sempre a última tarefa na montagem da iluminação. A iluminação de preenchimento é o toque final criando a atmosfera e o estado de ânimo da cena uma vez que a direção da iluminação tenha sido determinada. Conseqüentemente, raramente deixa que os seus estudantes façam a sua montagem de iluminação e logo proponham uma nova tomada com uma iluminação de preenchimento um pouco maior ou com outra direção da luz. Ele crê que a iluminação de preenchimento não deve vir de cima, o que freqüentemente acontece e tem a tendência a aprofundar os rostos. De fato, enfatiza que a iluminação de preenchimento deve ser usada principalmente para enfatizar os olhos dos atores. Por esta razão, é que raramente a coloca em linha com a câmera.
A Experiência Porem, além de certas recomendações, o que entendemos destes exercícios foi que a técnica de iluminação é também, um fenômeno cultural. Portanto, podemos observar claramente diferenças entre a iluminação usada na Índia, mais próxima à dos estudos americanos dos anos 50, a iluminação brilhante e forte usada nos países hispânicos e a iluminação suave usada nos países do Distante Oriente É nesta descoberta de outras maneiras de fazer e pensar que a Masterclass provou ser particularmente interessante. A localização geográfica da Masterclass, no coração da Europa do Leste, é talvez o aspecto mais relevante. Por fim, a lição consiste em não apenas criar imagens, e sim dar uma olhada no mundo que nos cerca, um mundo com uma historia vívida em particular com é o caso da Budapeste. Devemos tomar conhecimento do trabalho do diretor de fotografia. Vilmos e Elemér são exemplos vivos deste conhecimento pleno.
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